Conhecido como Free Flow, o sistema vem causando dores de cabeça para milhões de motoristas por conta de multas automáticas e dificuldades no pagamento.
O modelo de pedágio sem cancela, implantado em rodovias brasileiras por meio do sistema Free Flow, virou alvo de críticas e reclamações de motoristas em diversas regiões do país.
A promessa de mais agilidade no trânsito acabou se transformando em um problema para condutores que relatam cobranças inesperadas, dificuldades para localizar débitos e multas por falta de pagamento.
O sistema funciona por meio de pórticos eletrônicos instalados nas rodovias, capazes de identificar automaticamente a placa ou a tag do veículo sem a necessidade de parada em cabines físicas. Apesar da praticidade, muitos motoristas afirmam desconhecer os prazos e formas de pagamento após passarem pelos trechos monitorados.
Entre os principais problemas apontados estão a falta de informação clara, aplicativos considerados confusos e o acúmulo de multas geradas automaticamente quando a tarifa não é quitada dentro do prazo. Em alguns casos, usuários afirmam sequer terem percebido que passaram por um trecho pedagiado.
Diante do aumento das reclamações, autoridades e concessionárias já discutem possíveis mudanças nas regras do Free Flow, incluindo melhorias na comunicação com os motoristas, ampliação dos canais de pagamento e revisão do modelo de notificação das cobranças.
O sistema de pedágio eletrônico vem sendo expandido em diferentes estados brasileiros e é visto pelo setor rodoviário como tendência para substituir as tradicionais praças de pedágio. Ainda assim, especialistas alertam que o sucesso da tecnologia depende de adaptação, informação clara e fiscalização eficiente.
Depois de três anos de reclamações governo suspende multas
Depois de denúncias, projeto de lei, debates no Congresso, o Governo Federal resolveu suspender mais de 3 milhões de multas do free flow e concedeu aos motoristas 200 dias para pagar tarifas vencidas.
O prazo vence logo após as eleições presidenciais. O que indicar interesse político eleitoreiro. Inclusive nas mídias sociais o atual ministro dos Transportes, George Santoro, divulga o perdão provisório das multas sem mencionar a demora na solução do problema.
Usuários que regularizarem a situação não terão de pagar multa e nem receberão pontos na carteira. Objetivo é garantir direitos dos motoristas na transição para a nova modalidade de pedágios. Mas ainda não ficou claro como serão tratados os vários casos que já causaram sérios prejuízos aos usuários, após as multas aplicadas há mais de três anos.
Fonte/Imagem: Estradas

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