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Falha humana lidera causas de acidentes nas rodovias e acende alerta para caminhoneiros

Publicado pela ABTLP

Desatenção, reação tardia e imprudência estão entre os principais fatores associados aos acidentes nas rodovias federais. Dados da PRF reforçam a importância da direção defensiva e do respeito às leis de trânsito.

A falha humana continua entre as principais causas de acidentes nas rodovias federais brasileiras. Entre janeiro e julho de 2026, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 42.322 acidentes, que provocaram 3.516 mortes e deixaram 48.611 feridos. Os números representam uma média de oito ocorrências por hora e mostram a importância de conscientizar caminhoneiros e demais motoristas sobre os riscos da desatenção, da imprudência e do desrespeito às leis de trânsito.

Falha humana: desatenção e reação tardia lideram ocorrências

O levantamento da PRF revela que a ausência de reação do condutor lidera as causas de acidentes, com 6.743 ocorrências. Em seguida, aparece a reação tardia ou ineficiente, responsável por outros 6.401 registros. Juntas, essas duas situações representam quase um terço dos acidentes registrados no período.

Além disso, acessar a via sem observar a presença de outros veículos ocupa a terceira posição, com 4.177 ocorrências. Somadas, essas três causas estão associadas a 1.084 mortes nos primeiros sete meses do ano.

Falha humana também envolve velocidade, álcool e fadiga

A falha humana não se limita à falta de atenção. O levantamento também aponta a condução em velocidade incompatível, com 2.599 acidentes, as manobras de mudança de faixa, com 2.317 ocorrências, e a ingestão de álcool pelo condutor, com 2.078 registros.

Além disso, o trânsito na contramão provocou 1.445 acidentes, enquanto motoristas que dormiram ao volante estiveram envolvidos em 1.111 ocorrências. As falhas mecânicas ou elétricas, por sua vez, responderam por 1.914 registros.

Para os caminhoneiros, esses números reforçam a necessidade de respeitar os períodos de descanso, manter a distância de segurança e evitar distrações durante as viagens.

Como reduzir os riscos associados à falha humana nas estradas

A prevenção começa com atitudes simples, mas fundamentais. Respeitar os limites de velocidade, evitar o uso do celular, observar as condições da pista e realizar pausas durante viagens longas são medidas que ajudam a reduzir os riscos.

Entretanto, a segurança também depende das condições físicas e psicológicas dos condutores. Problemas de visão, estresse, fadiga e dificuldades de concentração podem comprometer a capacidade de reação diante de situações inesperadas.

Renovação da CNH e avaliação das condições dos motoristas

Diante dos acidentes associados à falha humana, a Associação das Clínicas de Trânsito de Minas Gerais (Actrans) manifesta preocupação com a prorrogação do prazo de renovação da CNH até 9 de dezembro, conforme informado pela entidade.

Segundo a psicóloga especialista em Tráfego Giovanna Varoni, diretora da Actrans, os exames de renovação ajudam a identificar condições clínicas que podem comprometer a segurança dos motoristas.

“Nessas perícias, identificamos condições clínicas que afetam a saúde dos motoristas e que são fatores de risco para causar acidentes, como problemas de visão, ansiedade e estresse”, explica.

Carlos Luiz Souza, presidente da Actrans, ressalta que a prorrogação não dispensa os exames obrigatórios e que os motoristas podem realizar as avaliações antes do prazo final.

Embora os dados da PRF não estabeleçam uma relação direta entre a renovação da CNH e a ocorrência de acidentes, a entidade defende a importância das avaliações periódicas como parte das medidas de segurança viária.

Fonte: O carreteiro

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