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Mobilidade Humana: por que o trânsito deve ser pensado para pessoas, não apenas para veículos

Publicado pela ABTLP

O Maio Amarelo 2025 traz à tona uma reflexão essencial: é preciso pensar na mobilidade com prioridade para as pessoas. O tema deste ano, “Mobilidade Humana, Responsabilidade Humana”, convida a sociedade a repensar o trânsito como um espaço de convivência, onde a segurança e o respeito mútuo são fundamentais.

Entendendo a mobilidade humana

Mobilidade humana vai além do deslocamento físico; trata-se de garantir que todos possam se mover com segurança, dignidade e autonomia. Isso inclui pedestres, ciclistas, usuários de transporte público, pessoas com deficiência e outros grupos vulneráveis.

De acordo com o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), a verdadeira mobilidade humana se constrói quando todos se sentem seguros e respeitados. “É fundamental que a responsabilidade individual se torne uma prioridade coletiva, transformando nossas cidades em espaços mais seguros e inclusivos para todos”, afirma o site do ONSV.

A importância da infraestrutura inclusiva

Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, para promover a mobilidade humana, é essencial investir em infraestrutura que atenda às necessidades de todos os usuários das vias. Isso inclui calçadas acessíveis, ciclovias seguras, faixas de pedestres bem sinalizadas e transporte público eficiente.

Além disso, políticas públicas devem priorizar a segurança dos mais vulneráveis no trânsito, como crianças, idosos e pessoas com deficiência. A implementação de zonas de velocidade reduzida em áreas residenciais e escolares, por exemplo, pode salvar vidas”, explica.

Educação e conscientização

A mudança de paradigma no trânsito também passa pela educação. Campanhas de conscientização, como o Maio Amarelo, desempenham um papel crucial ao informar e sensibilizar a população sobre a importância de um comportamento responsável nas vias.

Empresas, escolas e organizações da sociedade civil podem contribuir promovendo ações educativas que reforcem valores como empatia, respeito e responsabilidade. Afinal, cada indivíduo tem um papel na construção de um trânsito mais humano.

Pessoas no centro das decisões

O Maio Amarelo 2025 nos lembra que devemos pensar o trânsito para as pessoas.

“Ao adotar o conceito de mobilidade humana, promovemos uma cultura de empatia e respeito mútuo nas vias, reconhecendo que cada indivíduo tem o direito de se locomover com segurança”, finaliza Mariano.

Fonte: Portal do Transito | Foto: Iakov para Depositphotos

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