Quase metade da sinalização das rodovias tem falhas, segundo a CNT; no transporte de produtos perigosos, erro na identificação atrasa o resgate
Aquela placa laranja com dois números presa a caminhões-tanque funciona como a carteira de identidade da carga, e um erro nela pode atrasar o socorro em um acidente.
O alerta é da Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), que desenvolveu com o SEST SENAT e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) um curso gratuito sobre o tema.
Como ler a placa laranja
Chamada oficialmente de painel de segurança, a placa traz dois códigos. O de cima é o número de risco: o primeiro algarismo indica o tipo de perigo (2 para gás, 3 para líquido inflamável, 8 para corrosivo), e o algarismo repetido mostra que esse risco é mais intenso.
O número de baixo é o número ONU, que identifica o produto exato. Assim, a combinação 33/1170 indica que o caminhão leva etanol, um líquido altamente inflamável.
Já um X antes do número de risco indica substância que reage de forma perigosa com a água.
Completam o conjunto os rótulos de risco, losangos com um símbolo (uma chama, uma caveira) e o número da classe do produto.
Pela regra da ANTT, toda essa sinalização deve continuar no caminhão mesmo depois da descarga, enquanto houver resíduo do produto no tanque.
Erro atrasa o resgate
Para Oswaldo Caixeta, presidente da ABTLP, a sinalização correta orienta as equipes de emergência.
“Quando a sinalização está incorreta, essa identificação pode ser prejudicada, comprometendo a resposta à emergência”, afirma.
A irregularidade também rende autuações em um setor que soma 1,7 milhão de veículos de tração e 1 milhão de implementos rodoviários, segundo a ANTT.
O curso, que está disponível no site do SEST SENAT, segue a Resolução ANTT nº 5.998/22 e a norma ABNT NBR 7500 e complementa o MOPP (Movimentação Operacional de Produtos Perigosos), formação obrigatória para motoristas do setor.
Fonte: Auto Papo | Foto: Shutterstock

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