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BR explica falta de gasolina em alguns Estados
23/2/2010 - De A Gazeta - ES - O presidente da BR Distribuidora, José Andrade de Lima Neto, disse ontem que o problema de falta de gasolina em algumas regiões do país é pontual e não reflete a realidade nacional. “A Petrobras tem conseguido abastecer o mercado, seja com produção própria, seja com importações”, afirmou o executivo.

Nas últimas semanas, donos de postos têm reclamado de dificuldades para conseguir gasolina, principalmente devido ao aumento da demanda após a disparada dos preços do etanol. Lima calcula que o cenário de preços reduziu em 10 pontos percentuais a participação do álcool hidratado no mercado, que chegou a 20% em janeiro.

Parte dessa queda reflete a substituição pela gasolina, tendência deve ser mantida em fevereiro, segundo avaliação preliminar da distribuidora. Questionado se estava tendo dificuldades para comprar o derivado de petróleo, junto à Petrobras, Lima disse que a estatal vem mantendo o suprimento regular.

Na semana passada, a empresa anunciou que estava importando 1,2 milhão de litros do combustível para atender a demanda. “É normal ocorrer problemas pontuais de abastecimento por questões logísticas. Mas dessa vez a questão está mais sensível e ganha maior visibilidade”, argumentou o presidente da BR.

Lima, que já ocupou a secretaria executiva do Ministério de Minas e Energia, defendeu a redução do porcentual de etanol na gasolina, em vigor desde o início do mês. Segundo ele, a medida tem como objetivo manter a confiança do consumidor no programa do etanol, que seria reduzida caso o produto faltasse nos postos. “O Brasil está vendendo o etanol como produto importante e não poderia deixar faltar no mercado interno”, disse.

Concentração pode ser benéfica - Para o presidente da BR Distribuidora, José Andrade de Lima Neto, a concentração no mercado de combustíveis, que se intensificou após a recente operação envolvendo Shell e Cosan, pode ser benéfica para o consumidor. “Distribuição de combustíveis é um negócio logístico e, como toda atividade desse tipo, depende de escala para conseguir custos competitivos”, explicou. Hoje, quase 80% do mercado estão nas mãos de três empresas: BR, Ultra e aquela que resultará do acordo Shell/Cosan. Ele considera positiva também a chegada de empresas estrangeiras para atuar na produção de etanol.