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CUSTOS DO TRANSPORTE
TERRESTRE DE PRODUTOS
PERIGOSOS ACUMULAM ELEVAÇÃO MÉDIA DE 11,52%
A Associação Brasileira de Transporte e Logística
de Produtos Perigosos – ABTLP, comunica aos seus associados que
a variação média (400 km) do Índice Nacional
da Variação dos Custos do Transporte Rodoviário de
Produtos Perigosos, registrou uma variação acumulada, nos
últimos 12 meses (abril/07 a abril/08) de 11,52%. O INCTPP mede
a variação dos custos dos insumos que compõem os
custos operacionais do setor de líquidos e perigosos.
Esse índice tem como base um levantamento
periódico, realizado pelo Departamento de Custos Operacionais e
Pesquisas Econômicas - DECOPE/NTC&Logística, do comportamento
dos preços de todos os itens de custo que envolve a operação
de transporte de produtos perigosos.
Segundo a ABTLP, em uma pesquisa realizada
aos transportadores de líquidos e perigosos, verificou-se que,
além dessa elevação de 11,52%, dos custos operacionais
nos últimos 12 meses, o setor vem amargando uma defasagem de frete,
em torno de 20% e 30% acumulados durante os últimos anos e que
ainda não foi repassada.
Entre os principais insumos responsáveis por essa elevação
dos custos de 11,52%, para distâncias de até 400 km, estão:
óleo de Carter 9,5%, cavalo mecânico 4,36%, DPVAT 12,98%,
licenciamento 6,82%, recapagem 8,25%, semi-reboque 5,91%, diesel com variação
de 15,0% e salário (dissídio) 7,5%.
Lembrando que em todos os casos, não
estão inclusos os percentuais de elevação dos custos
com gerenciamento de risco (GRIS), nem com tarifas de pedágio.
Ainda, de acordo com levantamento dos custos,
realizado pelo DECOPE/NTC&Logística, nas demais distâncias,
os custos acumulam as seguintes elevações: muito curtas
(50 km) 10,55%; curtas (200 km) 11,30%, longas (1200 km) 11,69% e muito
longas (acima de 3000 km) 11,75%.
Nas operações que envolvem caminhão truque e bitrem,
as variações de custos para as médias distâncias
(400 km), nos últimos 12 meses, foram: 10,96% e 8,43%, respectivamente.
De acordo com a pesquisa do DECOPE/NTC&Logística, no sub-segmento
de produtos químicos, enquanto a elevação de custos
operacionais acumula em 12 meses o percentual de 11,94% para operações
com truque, no sub-segmento de transporte de produtos petroquímicos,
esse percentual chega a 12,36%.
Com base no levantamento, a ABTLP alerta os transportadores de produtos
perigosos sobre a necessidade de negociarem a elevação de
seus custos com seus clientes, para que possam recuperar suas margens
e evitar prejuízos nas operações e por conseqüência
uma descapitalização da empresa. Qualquer dúvida,
a ABTLP encontra-se à disposição dos associados,
para o devido esclarecimento. Tel. 11 - 2967-7433.
São Paulo, 16 de
Maio de 2008.
ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE TRANSPORTE E LOGÍSTICA DE PRODUTOS PERIGOSOS
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