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MEETING DE TRANSPORTE E LOGÍSTICA DEBATE O FUTURO DO TRANSPORTE NA 13ª EDIÇÃO DA PNEUSHOW

A 13ª edição da Pneushow, Feira Internacional da Indústria de Pneus, direcionada à geração de negócios da indústria pneumática, teve início em 26/06, no Expo Center Norte, em São Paulo, com o Meeting Transporte e Logística: Como será o amanhã. Integrantes dos núcleos da COMJOVEM de Araraquara, ABC, São José do Rio Preto, Campinas e Espírito Santo estiveram presentes e participaram dos debates.

O evento, organizado pela DBA&C Associados, contou com a participação de José Geraldo Vantine, presidente da Vantine Consult, Alex Agostini, economista da Austin Rating, e Alexandre Freitas, diretor associado da Odgers Interim, como palestrantes, e de José Maria Gomes, presidente da ABTLP, Ricardo Rodrigues, diretor de operações logísticas da Magazine Luiza, Paulo Roberto Guedes, da ABOL, e Marcelo Rodrigues, coordenador do Instituo COMJOVEM de Desenvolvimento Mercadológico, como debatedores.

Vantine deu início à palestra propondo uma reflexão: “temos que pensar em como será o futuro do transporte e como será o transporte do futuro. São coisas diferentes e de grande importância”. Ele comentou a dificuldade das empresas em fazer planejamento e afirmou que o modelo de gestão passa por mudanças constantes. E finalizou dando um panorama sobre os modais de transporte, citando as peculiaridades de cada um deles.

Em seguida, Alexandre falou sobre tecnologias inovadoras, passando pelos tópicos de Blockchain, Escolha da Entrega, Logística Elástica, Entregas Perfeitas, Logística Preditiva. “Blockchain e AI certamente marcarão presença no setor de logística. Com as diversas opções de blockchain de segurança e transparência, cada vez mais poderemos oferecer uma maneira impenetrável de armazenar e compartilhar dados transacionais, melhorando a credibilidade com transações “infalíveis”, afirma. De acordo com ele, até 2021, até 25% das grandes empresas globais estarão testando ou usando automação baseada em blockchain e AI em aquisição transacional.

Com relação à escolha de entrega, Alexandre disse que os consumidores cada vez mais têm opções de onde comprar e estão acostumados a definir suas escolhas como em que loja comprar, em que marketplace, variedade infinita de produtos, descontos e ofertas com valor agregado. “Além de todas as escolhas que os consumidores já podem fazer ao realizar compras na Internet, a escolha de fornecedores de logística é uma tendência e pode definir muito da experiência do usuário. Especialmente na última milha que é complexa, de alto valor e passará a ser um fator de diferenciação”.

A logística elástica se refere à flexibilidade de expandir e reduzir as capacidades para se alinhar às demandas dentro da cadeia de suprimentos durante um determinado período. Segundo Alexandre, soluções flexíveis de automação aumentam a agilidade e a elasticidade da infraestrutura logística para atender com eficiência as flutuações do mercado. “Não é uma solução “tamanho único”.

Outra tendência que continua a crescer em destaque é a busca por pedidos perfeitos, que são a porcentagem de pedidos entregues no lugar certo, com o produto certo, no momento certo, na condição certa, no pacote certo, na quantidade certa, com a documentação certa, para o cliente certo, com o pedido correto. “As complexidades da entrega de última milha fazem as chances de cumprir uma encomenda perfeita esmagadora, mas como as empresas estão descobrindo, as ordens perfeitas são a medida final da satisfação do cliente”.

E finalizou: “ao antecipar a demanda e estudar os padrões de dados, as empresas podem prever a demanda do produto e, assim, planejar e alinhar suas operações com bastante antecedência. No mercado em constante mudança, manter-se à frente com a prestação de serviços é a chave e a logística orientada por dados ajudará a melhorar o futuro da logística. As empresas adotarão algoritmos de Big Data, técnicas de visualização de dados e análises mais inteligentes para aumentar a eficiência do processo e a qualidade do serviço, encurtando os prazos de entrega”.

O último palestrante, Alex Agostini, deu um panorama geral da atual situação econômica do Brasil e as perspectivas para 2018 e 2019. Ele se mostrou bastante preocupado com as eleições do final do ano, por conta do cenário de descrença da população. E apontou aquilo que acha que tem que ser feito para gerar uma melhora, que seria Reforma Previdenciária com teto dos benefícios; Desvinculação das despesas obrigatórias; Programa de concessões e privatizações; Revisão dos programas sociais – princípio da contrapartida; Reforma e fortalecimento das agências reguladoras; Redução dos benefícios nos três poderes; Reforma tributária com foco na simplificação e redução da carga.

Debatedores
Após a explanação dos palestrantes, foi a vez dos debatedores deixarem seu recado. Ricardo Rodrigues falou sobre a guerra entre as empresas para atingir um alto nível de serviço e a importância da sinergia entre os canais. E explicou a tendência atual do Omnichannel que se baseia na convergência de todos os canais utilizados por uma empresa. Trata-se da possibilidade de fazer com que o consumidor não veja diferença entre o mundo online e o offline, integrando lojas físicas, virtuais e compradores. E compartilhou sua experiência no Magazine Luiza. “Omnichannel é a grande geração de receita, negócios e fidelização. É o varejo como plataforma de negócios”.

Paulo Guedes falou da crise pela qual o Brasil vem passando, sendo ela geral, econômica, ética, moral e política. Criticou os programas de incentivo do governo. “O Brasil tem que crescer, gerar demanda e acabar com os privilégios”. Em seguida, Gomes comentou a importância da inovação para o setor de transporte e citou o Programa de Inovação do SETCESP. Além disso, mencionou a dificuldade das transportadoras em fazer as entregas urbanas, devido às diversas restrições nas cidades. “Por conta disso, o SETCESP criou uma comissão para cuidar do assunto e fez um levantamento dos fatores que interferem neste processo, como o tempo gasto nas operações em shoppings centers, estacionamento, entre outros”.

Por fim, Marcelo falou do desafio das transportadoras em equilibrar a demanda de carga com o excesso de veículos. E citou a deficiência cultural dos trabalhadores de transporte de carga que não sabem colocar preço em seu serviço.

“O que me motivou a vir a esse evento foi o desafio de inovar a cada dia, tanto na empresa quanto no âmbito social. O evento foi ótimo, deu um norte para a gente se orientar dentro das empresas. Falou-se de PIB, varejo e da busca por algo a mais dos transportadores. O que mostra que temos que nos movimentar cada vez mais para atingir essas expectativas”, afirma Roberto Fabiani, coordenador da COMJOVEM do Espírito Santo.

Vantine encerrou os debates lembrando que as mudanças para o futuro estão nas mãos dos jovens e que a sociedade espera que eles tragam as soluções.

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